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Saturday, October 07, 2006

Canadá

O Canadá é o segundo maior país do mundo em extensão territorial. Apenas a Rússia é maior. O Canadá ocupa praticamente toda a metade norte da América do Norte. O único país que limita-se com o Canadá é os Estados Unidos da América, localizado ao sul do país (48 Estados contíguos) e a noroeste (com o Estado do Alasca). Ao norte localiza-se o Oceano Ártico, a oeste, o Oceano Pacífico, e a leste, o Oceano Atlântico.
O Canadá é uma federação, uma monarquia constitucional e uma democracia parlamentar, constituída de dez províncias e três territórios. Seu nome vem da palavra iroquesa kanata-ton, que significa "vilas" ou "pequenas casas". O Chefe de Estado do país é a Rainha Elizabeth II do Reino Unido - um símbolo dos laços históricos do Canadá com o Reino Unido - e dirigido por primeiro-ministros. O atual primeiro-ministro do Canadá é Stephen Harper. A capital do país é Ottawa.
O Canadá obteve sua independência em 1 de julho de 1867, do Reino Unido, através da união de três colônias britânicas, a Província do Canadá (atual Ontário e Quebec), a Nova Brunswick e a Nova Escócia. O Ministério das Relações Exteriores do Canadá, porém, continuou a ser controlado pelo Reino Unido. Em 1931, segundo os termos do Estatuto de Westminster, o Canadá adquiriu soberania sobre seu Ministério das Relações Exteriores, e qualquer ato aprovado pelo Parlamento do Reino Unido não teria efeito no Canadá sem o consentimento desta. Quaisquer poderes e direitos que o Reino Unido possuía sobre o Canadá no papel foram removidos no Canada Act de 1982. O gentílico do país é canadense (no Brasil) ou canadiano(a) (em Portugal).
O Canadá é um país de baixa densidade populacional, com seus 32 milhões de habitantes (um nono da população dos Estados Unidos), e apenas 3,5 habitantes por quilômetro quadrado. Cerca de 75% da população do país vive no sul do país, mais exatamente, em uma faixa de 150 quilômetros de espessura ao norte da fronteira sul do Canadá com os Estados Unidos, que se estende desde o Oceano Atlântico até o Oceano Pacífico, enquanto o norte do país é escassamente povoado, por causa do seu clima severo.
O Canadá é um dos países mais multiculturais do mundo. Tendo sido colonizada por franceses e ingleses, cerca de 45% da população do Canadá possui ascendência inglesa, escocesa ou irlandesa, e aproximadamente um quarto da população do país possui algum grau de ascendência francesa. Os três maiores grupos étnicos minoritários do país são italianos, alemães e chineses.
Os Estados Unidos são o maior parceiro econômico do Canadá. Por causa de sua grande população e de seu maior poder econômico e influência cultural, os Estados Unidos possuem uma presença muito forte na economia e na cultura do Canadá - embora muitos canadenses lutem para que eles sejam os principais responsáveis pelo controle da economia de seu país, e para manter a cultura canadense viva e em pé, que desde o começo do século XX têm sido bastante associada com a cultura americana.
O Canadá ocupa a metade superior da América do Norte, mais precisamente, 41% de todo o continente. Seu único vizinho é os Estados Unidos da América, que se limita ao sul (Estados Unidos continental) e ao noroeste (Estado do Alasca). Na costa sul da Terra Nova e Labrador localiza-se Saint Pierre et Miquelon, um território ultramarítimo da França. O Canadá estende-se desde o Oceano Atlântico, a leste, até o Oceano Pacífico, a oeste - este fato sendo a origem do lema do país, "De mar à mar". Ao norte localiza-se o Oceano Ártico, com a Groelândia a noroeste. A comunidade urbana mais setentrional do país (e do mundo) é a Canadian Forces Station Alert, na Ilha Ellesmere - sua latitude é de 82,5° Norte, localizada apenas 834 quilômetros do pólo norte.
O Canadá é o segundo maior país, em área territorial, do mundo. Muito do Canadá localiza-se em regiões árticas, porém, e assim sendo, o Canadá possui apenas a quarta maior quantidade de área arável do mundo, atrás da Rússia, China e os Estados Unidos. Enquanto o Canadá ocupa uma área maior de que os Estados Unidos, possui apenas um nono de sua população. Cerca de metade do país está coberto por florestas boreais.
Cerca de 60% da população do país vive na região dos Grandes Lagos e do Vale do Rio São Lourenço. Ao norte desta região densamente habitada localiza-se o Canadian Shield, que estende-se ao longo do norte do país, cobrindo cerca de 55% do Canadá. O solo da região fora pesadamente erodida por geleiras e ventos fortes na Idade do gelo. Este solo caracteriza-se por ser constituído por rochas extremamente duras, e por ser rico em minerais. Cerca de 60% dos lagos e 40% da água doce do mundo estão contidas dentro dos limites territoriais do país.
A Terra Nova, a ilha mais ocidental da América do Norte, localiza-se na foz do Golfo do São Lourenço, o maior estuário do mundo. Já as províncias de Nova Brunswick e Nova Escócia estão divididas pela Baía de Fundy, local onde ocorrem as maiores variações de marés. Na região também localiza-e a Ilha do Príncipe Eduardo, a menor província do Canadá.
Vista de Jasper, Alberta, e das Montanhas Rochosas.A oeste de Ontário, e a leste das Montanhas Rochosas, localizam-se as pradarias canadenses (Canadian Prairies), que caracterizam-se pelo seu terreno pouco acidentado e pelo seu solo relativamente fértil. O extremo norte do Canadá é formado por um vasto arquipélago, contendo várias das maiores ilhas do mundo.
O sul do Canadá possui um clima temperado, com quatro estações bem definidas, enquanto o norte do país possui um clima polar, com invernos longos e muito frios, e verões curtos e frios. Os invernos do país são frios, e todo o país está à mercê de tempestades de gelo, embora algumas regiões sofram mais deste problema do que outras. Temperaturas podem chegar facilmente a um mínimo de -50°C no extremo norte do país. A temperatura mais baixa já registrada, -63°C, na América do Norte foi registrada em Snag, Yukon. Já os verões do país tendem a ser quentes no sul do país (máximas de 30°C-35°C no leste, de 25°C a 30°C no oeste do país, e de 35°C a 42°C no interior do país).

Dinamarca

A Dinamarca é um país escandinavo do norte da Europa composto pela península da Jutlândia e por um arquipélago de ilhas planas e baixas. É limitada a norte pelo estreito de Skagerrak, que a separa da Noruega, a leste pelo estreito de Kattegat, que a separa da Suécia, e pelo Mar Báltico, a sul pela Alemanha e a oeste pelo Mar do Norte.

A origem de Dinamarca está perdida na pré-história. Sua fortaleza mais velha é datada do século VII, ao mesmo tempo que o novo alfabeto rúnico. Dinamarca foi unida por Harold Bluetooth (Harald Blåtand) por volta de 980. Após o século XI, os dinamarqueses ficaram conhecidos como Vikings, colonizando, invadindo e negociando em toda a Europa. Em várias momentos da história, a Dinamarca controlou a Inglaterra, Noruega, Suécia, Islândia, parte das Ilhas Virgens, partes da costa Báltica e o que é agora o norte da Alemanha, Scania era parte de Dinamarca na maior parte de sua história mas foi perdida a Suécia em 1658. A união com a Noruega foi dissolvida em 1814, quando Noruega entrou em uma nova união com a Suécia (até 1905). O movimento liberal e nacional dinamarquês teve seu momento culminante em 1830, e após as revoluções europeias de 1848, a Dinamarca tornou-se uma monarquia constitucional em 1849. Depois da segunda guerra de Schleswig em 1864, a Dinamarca foi forçada a ceder Schleswig-Holstein à Prússia em uma derrota que deixou marcas profundas na identidade nacional dinamarquesa. Após este ponto, a Dinamarca adotou uma política de neutralidade, permanecendo neutra na Primeira Guerra Mundial. Em 9 de abril de 1940, a Dinamarca foi invadida pela Alemanha Nazista (operação Weserübung) e permaneceu ocupada durante toda a Segunda Guerra Mundial, apesar de alguma resistência interna. Após a guerra, tornou-se membro da OTAN e, em 1973, da Comunidade Económica Europeia (mais tarde, União Europeia).


A Dinamarca consiste da península da Jutlândia (Jylland) e de 405 ilhas com nome, das quais 79 são habitadas, e entre as quais as mais importantes são Fiónia e a Zelândia (Sjælland). A ilha de Bornholm localiza-se um pouco para leste do resto do país, no mar Báltico. Muitas das ilhas estão ligadas por pontes. A ponte do Øresund liga a Zelândia à Suécia e a ponte do Grande Belt liga Fyn à Zelândia.

O país é, em geral, plano e com poucas elevações (os pontos mais elevados são o Ejer Baunehøj e o Yding Skovhøj, ambos com cerca de 173 metros de altitude. O clima é temperado, com invernos suaves e verões frescos. As cidades principais são a capital, Copenhaga (na Zelândia), Aarhus (na Jutlândia) e Odense (em Fyn).

A economia da Dinamarca é dependente dos intercâmbios comerciais com os outros países e da capacidade de influência nas conjunturas internacionais e nos fatores econômicos. O valor das exportações e importações compõe cerca de um terço do valor do PIB. Grande parte dos intercâmbios comerciais são feitos com países da UE (União Europeia). O sócio de comércio bilateral mais importante é a Alemanha, tendo uma boa interação económica com a Suécia e a Grã-Bretanha. Fora da UE, a Dinamarca mantêm relações comerciais com a Noruega, os Estados Unidos e o Japão.

Desde a Segunda Guerra Mundial, as exportações dinamarquesas têm-se expandido. A venda de produtos industriais tem passado a exportação agrária, ocupando um lugar cada vez mais importantes dentro da pauta de exportações da Dinamarca. No final dos anos 90, a exportação industrial constituiu aproximadamente 80% do valor total das vendas ao exterior, enquanto as vendas de produtos agrários representaram 11%. As áreas de ferramentas e maquinaria formam 26% do tamanho das exportações industriais, os produtos químicos representam 12% e os produtos da indústria agroalimentícia, incluído carne de conserva, atendem a 4%. O forte crescimento económico da Dinamarca entre os anos 60 e 80 não refletiu num bom desempenho nos anos 90, o que influenciou numa ligeira queda na exportação na área de serviços.
Na pauta de importações, os principais produtos comprados são matérias-primas e produtos semi-fabricados, incluíndo a energia. A compra de maquinaria e equipamentos de produção para indústria e comércio representa 67% do valor total de importações. Nos anos 80, a importação de energia caiu significativamente, devido ao aumento da produção interna de petróleo. Os outros 33% de importações são de produtos de consumo, especificamente automóveis

Groelândia

A Groelândia (em gronelandês: Kalaallit Nunaat, que significa: "A nossa terra"; em dinamarquês: Grønland; no Brasil também se usa Groenlândia ou Groelândia ) é uma região autónoma dinamarquesa que ocupa a ilha do mesmo nome e ilhas adjacentes, ao largo da costa nordeste da América do Norte. As suas costas dão, a norte, para o Oceano Glacial Árctico, a leste para o Mar da Gronelândia, a leste e sul para o Oceano Atlântico e a oeste para o Mar do Labrador e Baía de Baffin. A terra mais próxima é a ilha Ellesmere, a mais setentrional das ilhas do Arquipélago Árctico Canadiano, da qual está separada pelo Estreito de Nares. Outros territórios próximos são: no mesmo arquipélago canadiano, a oeste, a Ilha de Devon e a Ilha de Baffin; a sueste a Islândia; a leste a ilha de Jan Mayen e a nordeste o arquipélago de Spitzbergen, ambos possessões da Noruega.
A Groelândia foi descoberta no ano de 902 por Erik, o Vermelho, que fundou as vilas de Gardar e Brattahlid.
A história da Groenlândia, a maior ilha do mundo, é a história da vida sob as extremas condições árticas: uma capa de gelo cobre 84% do território da ilha, restringindo a atividade humana às costas. A Groenlândia era desconhecida da Europa até o século X, quando foi descoberta por vikings islandeses. Antes desse "descobrimento", a ilha já fora habitada por povos árticos, ainda que estivesse desabitada quando da chegada dos vikings: os ancestrais diretos dos modernos Inuit (anteriormente chamados esquimós) não chegaram à ilha até o ano de 1200. Os Inuit foram o único povo que habitou a ilha durante séculos, mas, lembrando a colonização viking, a Dinamarca reclamou a soberania sob o território e o colonizou a partir do século XVIII. Obteve, assim, privilégios, tais como o monopólio comercial.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Groelândia se separou de fato, tanto social como economicamente, da Dinamarca, aproximando-se mais dos Estados Unidos e Canadá. Depois da guerra, o controle da ilha voltou à Dinamarca, retirando-se seu status colonial, e apesar da Groenlândia continuar sendo parte do Reino da Dinamarca, é autônoma desde 1979. A ilha é o único território que deixou a União Européia, se bem que possua o status de estado associado.

Estados Unidos

Os Estados Unidos da América (em inglês: United States of America, USA ou US; abreviado freqüentemente em português como EUA) são uma República Federal Presidencialista, composta por 50 Estados e um Distrito Federal. A maior parte dos Estados Unidos localiza-se na região central da América do Norte, possuindo três fronteiras terrestres, duas com o Canadá, e uma com o México, sendo que o restante do país faz fronteira com o Oceano Pacífico, o Mar de Bering, o Oceano Ártico, o Golfo do México e o Oceano Atlântico. Dos 50 Estados americanos, apenas o Alasca e o Havaí não são contíguos com os outros 48 Estados, nem entre si. Os Estados Unidos também possui diversos territórios, distritos e outras possessões em torno do mundo, primariamente no Caribe e no Oceano Pacífico. Cada Estado possui um alto nível de autonomia local, de acordo com o sistema de federalismo.


Os Estados Unidos celebram seu dia da independência em 4 de julho de 1776, quando as Treze Colônias britânicas na América do Norte adotaram a Declaração de Independência, rejeitando a autoridade britânica, em favor da autodeterminação. Esta independência foi oficialmente reconhecida pelo Reino Unido no Tratado de Paris. Os Estados Unidos adotaram sua atual Constituição em 1789, que estabeceu a estrutura básica do governo americano. Desde então, a nação gradualmente desenvolveu-se, tornando-se uma superpotência após o fim da Segunda Guerra Mundial, passando a exercer grande influência econômica, política, científica, tecnológica, militar e cultural no mundo.

Os atuais Estados Unidos da América se originaram em Treze Colônias britânicas estabelecidas na costa atlântica da América do Norte a partir do século XVII. Em 1776, uma revolta foi organizada pela classe dirigente dos colonos e seguiu-se uma Revolução Americana de 1776, que foi uma guerra de independência contra os colonizadores. Em 1789, o país adotou uma constituição e assumiu a forma de uma República Federal, dando grande autonomia para os Estados federados. Desde o reconhecimento da sua independência pela Inglaterra em 1783 e até meados do século XX, novos territórios e Estados foram sendo incorporados, ampliando as fronteiras até o Oceano Pacífico.

A ocupação do território onde hoje estão os Estados Unidos começa com a migração de humanos da Ásia, através do Estreito de Bering, num período indeterminado (estimativas variam de 10 a 40 mil anos atrás).

Durante o século XVI e o século XVII, exploradores espanhóis exploraram e colonizaram esparsamente as regiões que constituem atualmente o sul da Flórida e da região sul dos Estados Unidos. O primeiro assentamento inglês bem-sucedido foi Jamestown, no atual estado de Virgínia, fundado em 1607. Durante as próximas duas décadas, vários assentamentos neerlandeses foram fundados no que atualmente constitui o Estado de Nova Iorque, incluindo a vila de Nova Amsterdam, que é atualmente a Cidade de Nova Iorque, bem como extensiva colonização inglesa da costa leste dos Estados Unidos, tendo removido os neerlandeses da região por volta da década de 1670.

Após a Guerra Franco-Indígena, onde a França perdeu suas colônias que atualmente constituem o leste do Canadá para o Reino Unido, este começou a impor impostos nas Treze Colônias - sendo os custos financeiros uma das principais razões da guerra. Estes impostos tornaram-se extremamente impopulares entre os colonos americanos, que além disso, não dispunham de representação no Parlamento do Reino Unido. As tensões entre as Treze Colônias britânicas e entre o Reino Unido cresceram, e as Treze Colônias eventualmente rebelariam-se contra os britânicos, na Guerra de Independência, iniciada em 1775, e que perdurou até 1783. A estrutura política original das Treze Colônias era uma confederação, ratificada em 1781. Em 1789, os Estados Unidos optaram por se tornarem uma República Federal.


O primeiro presidente dos Estados Unidos da América, George Washington.
Mapa mostrando a expansão americana em direção ao oeste.Desde tempos coloniais, os Estados Unidos enfrentaram falta de mão-de-obra. À época, as diferenças socio-econômicas no país eram enormes, com um norte industrializado e um sul agrário. A falta de mão-de-obra incentivou a imigração européia no Norte e o uso do trabalho escravo no Sul - que fazia uso extensivo de escravos comprados no continente africano. Os Estados industrializados do norte eram contra a escravidão, enquanto o Sul achava que a escravidão era indispensável para o contínuo sucesso da agricultura sulista. Estas diferenças foram um dos muitos motivos de tensão política que gradualmente desencadearam a formação dos Estados Confederados da América, e irromperam na Guerra Civil Americana, da união, contra os sulistas - confederados - entre 1861 e 1865, uma guerra civil na qual o número de baixas americanas foi maior do que a soma de todas as baixas americanas sofridas em todas as outras guerras na qual os Estados Unidos envolveram-se, desde sua independência, até a atual Guerra contra o Iraque.

Ao longo do século XIX, vários novos Estados foram adicionados aos 13 originais (por exemplo o Texas, anexado do México), à medida que a nação se expandiu na América do Norte. O Destino Manifesto foi uma filosofia política dos Estados Unidos que encorajou a expansão rumo ao Oeste no país. À medida que a população dos Estados do Leste americano crescia e um número cada vez maior de imigrantes entrava no país, cada vez mais assentadores passaram a habitar regiões cada vez mais ao Oeste do país. Enquanto isto acontecia, os Estados Unidos acabaram efetivamente com todas as nações nativo americanas existentes em território americano, e movendo forçadamente a população indígena de seus antigos territórios para reservas indígenas. Esta migração forçada é ainda um assunto muito discutido nos Estados Unidos, com várias tribos indígenas ainda reindivicando terras, e defendendo uma política separatista.

Em algumas áreas, os nativos americanos foram exterminados pelos assentadores americanos, que os expulsaram de suas terras. Ao contrário da maioria dos países europeus, os Estados Unidos nunca foram uma potência colonial, embora, através de várias vitórias militares, diplomacia e acordos externos, os Estados Unidos adquiriram um número de possessões ultra-marítimas, desde Cuba até as Filipinas. Embora gradualmente muitos destes territórios adquiriram soberania, algumas destas possessões continuaram sob controle dos Estados Unidos, geralmente, na forma de territórios (como Porto Rico). O Havaí é a única destas possessões que se tornou um Estado, em 1959.

Os Estados Unidos adotavam, até a Guerra Civil Americana, uma política isolacionista, não procurando intrometer-se em conflitos internacionais. Porém, isto mudou com o fim da guerra. Durante o século XIX, os Estados Unidos tornaram-se uma potência econômica e militar mundial. O crescimento da influência dos Estados Unidos sobre o mundo continuou no século XX, um século que é por vezes chamado de "O século americano", por causa da tremenda influência americana sobre o resto do mundo. O país se tornou o maior pólo de desenvolvimento tecnológico do planeta.

A influência americana sobre o mundo pôde ser vista na Grande Depressão, um período de grande recessão econômica entre 1929 e 1940, que não somente abateu todo o país como o Canadá e os países europeus (especialmente o Reino Unido e a Alemanha). Porém, isto mudou com a entrada do país na Primeira Guerra Mundial e na Segunda Guerra Mundial. Após o fim desta, os Estados Unidos emergiram definitivamente como uma das superpotências mundiais, juntamente com a União Soviética - desencadeando a Guerra Fria. Entre 1945 e 1991, ano do fim da União Soviética e do fim da Guerra Fria, os Estados Unidos tornaram-se muito envolvidos em assuntos externos - especialmente guerra ideológica contra o comunismo - participando ativamente na Guerra da Coréia e da Guerra do Vietnã, além de contribuir com o regime militar no Brasil e apoiar a Guerrilha anti-comunista na Nicarágua. Com o colapso da União Soviética, os Estados Unidos emergiram como a única superpotência mundial. Passou a envolver-se então em ações de paz, participando da Guerra do Golfo, em 1991, removendo tropas iraquianas que haviam invadido o Kuwait.

Em 2001, os Estados Unidos sofreram o pior ataque em terras soberanas da história do país, com os Ataques de 11 de Setembro, onde quase três mil pessoas morreram. Este ataque terrorista, desencadeou a denominada Guerra contra o terrorismo, e, posteriomente, a controversa Guerra contra o Iraque, além da caça ao mandante dos atentados, Osama bin Laden.

Rússia

A Rússia (em russo: Россия, transliteração: Rossíya) ou Federação Russa (em russo: Российская Федерация, transliteração: Rossiyskáya Federátsiya), é uma ex-república soviética, o país de maior área territorial do mundo, estendendo-se por quase metade da Europa e por cerca de um terço da Ásia. Compreende, além da porção metropolitana continental, o enclave de Kaliningrado, no Mar Báltico, e uma série de ilhas e arquipélagos árcticos, entre os quais os mais importantes são a Terra de Francisco José, as ilhas da Novaya Zemlya (por vezes aportuguesada desastradamente como Nova
Zembla), a ilha de Kolguev, o arquipélago da Terra do Norte, as ilhas da Nova Sibéria e a ilha de Wrangell. Inclui também várias ilhas e arquipélagos no Extremo Oriente, em particular a ilha Sacalina, as ilhas Curilas e as ilhas Komandorskie. A porção continental limita a norte com o Mar Branco, Mar de Kara, Mar de Laptev, Mar da Sibéria Oriental e Mar Chukchi, a leste com o Estreito de Bering e Mar de Bering, que estabelecem comunicação com o Alasca, com o Oceano Pacífico, com o Mar de Okhotsk e com o Mar do Japão, através do qual contacta com o Japão, a sul com a Coreia do Norte, com a China, com a Mongólia, com o Cazaquistão, com o Mar Cáspio, com o Azerbaijão, com a Geórgia e com o Mar Negro, do outro lado do qual está a Turquia, e a oeste limita com o Mar de Azov, com a Ucrânia, com a Bielorrússia, com a Letónia, com a Estónia, com o Golfo da Finlândia, com a Finlândia e com a Noruega.
R>Sua capital é a cidade de Moscovo (no Brasil Moscou), que em russo escreve-se Москва, lê-se Mosskvá. Repetidas e devastadoras derrotas das tropas russas na Primeira Guerra Mundial levaram a motins generalizados nas principais cidades do Império Russo e à derrocada, em 1917, da dinastia dos Romanov, que reinou por 300 anos. Os socialistas, sob o comando de Vladimir Iliych Ulyanov (conhecido por Lenin) conquistaram o poder em seguida, e formaram a URSS. Sob o governo de Josef Stalin (nascido na Geórgia) o domínio russo sob a União Soviética se fortaleceu. A economia e a sociedade soviética ficaram estagnadas em anos posteriores até que o Secretário Geral do Partido Comunista Mikhail Gorbachev introduziu a chamada glasnost (abertura, transparência) e a perestroika (reestruturação) numa tentativa de modernizar o comunismo, mas suas iniciativas, sem que o desejasse, estimularam forças que, mais tarde, até o fim de 1991, dividiram a antiga URSS em 15 repúblicas independentes. Desde então, a Rússia tem feito esforços para construir um sistema político democrático e uma economia de mercado, para substituir o rígido planejamento e controle social, político e econômico do período stalinista. Um conflito de guerrilhas forte ainda ocorre na região do Cáucaso russo, na república da Chechênia.
Desde o fim da União Soviética no fim de 1991, a Rússia (formalmente a Federação Russa) enfrentou sérios desafios no seu esforço para criar um sistema político após 75 anos de governação soviética. Por exemplo, as principais figuras nos ramos Legislativos e Executivos defendem vistas opostas da direcção política da Rússia e dos instrumentos governativos que devem ser usados para as seguir. O conflito alcançou o seu clímax em setembro e outubro de 1993, quando o presidente Boris Ieltsin usou força militar para dissolver o parlamento e convocou novas eleições legislativas (ver Crise constitucional russa de 1993). Este evento marcou o fim do primeiro período constitucional russo, que ficou defenida pela muito emendada constituição adotada pela república russa em 1978. Uma nova constituição, criando uma presidência forte, foi aprovada em referendo a dezembro de 1993. Uma nova constituição, criando uma presidência forte, foi aprovada em referendo a dezembro de 1993.

A Rússia é dividida em 89 subdivisões. 49 províncias, 21 repúblicas, 10 distritos autônomos, 6 territórios, 2 cidades autônomas e uma província autônoma.

Cada distrito autônomo faz parte de um território ou uma província, de que parcialmente depende. Outros tipos de subdivisões são perfeitamente independentes.

Nos últimos anos começou o processo de agregação das subdivisões. No 01 de Dezembro de 2005 a província de Perm e o distrito autônomo de Komi-Permyaki uniram-se no território de Perm; no 01 de Janeiro de 2007 os distritos autônomos de Taimyr e Evenkia se aderirão ao território de Krasnoyarsk. Assim o número de subdivisões se reduzirá a 86.
O relevo é variado: dominam planícies e vales (3/4 do território). As planícies Leste-Européia e Oeste-Siberiana, divididas pelos montes Urais, são as maiores do planeta. Ponto mais elevado: monte Elbrus (5642 m.).

Quatro zonas climáticas - ártica, subártica, temperada e subtropical - determinam o clima da Rússia com 4 seguintes estações de ano: inverno longo e nevoso, primavera temperada, verão curto e quente e outono chuvoso. As temperaturas médias variam em todo o território: em janeiro - de -1 C a -50 C, em julho - de 1 C a 25 C. Cerca de 14 % do território (Sibéria Norte e Norte do Oriente Extremo) ficam além do círculo polar com o solo perenemente congelado. A noite lá é de 60 dias. As paisagens severas dos desertos árticos do Norte sucede a tundra com mofo, líquen e moita. O inverno na tundra conta com 8-9 meses por ano. Mais para o Sul estão espalhadas as famosas florestas russas que ocupam por volta de 43 % do território do país. A mata densa de coníferas de difícil acesso chama-se taiga.

Na zona central da Rússia encontram-se as florestas mais claras, mistas, dominadas por bétulas, álamos, carvalhos. As florestas das zonas centrais estão divididas por estepes - regiões parecidas com cerrado brasileiro. A maior parte de estepes é lavrada e semeada por trigo, centeio, milho, girassóis, etc. No Sul do país, principalmente na costa do Mar Negro, o clima é subtropical com o inverno curto e úmido e verão longo e quente. Praias bonitas, sol e águas cristalinas atraem turistas de todo o país.

Na Rússia há cerca de 120 mil rios. A maioria fica congelada no inverno

Islândia

A Islândia é um país insular que, embora se situe precisamente sobre a Dorsal Média Atlântica, é geralmente englobado na Europa. A ilha é banhada pelo Oceano Atlântico a sul e oeste e pelo Mar da Noruega a norte e a leste. Os territórios mais próximos são a Groelândia a noroeste, da qual está separada pelo Estreito da Dinamarca, as Ilhas Feroe a sueste e, bastante mais longe, a ilha norueguesa de Jan Mayen, a nor-nordeste. É considerado um dos melhores países do mundo para se viver devido ao seu alto padrão de vida, ao seu melhor, dentre todos países, índice de desenvolvimento humano, à alta qualidade de vida da sua populaçãoA Islândia foi colonizada por escandinavos, principalmente da Noruega, e celtas provenientes da Escócia e da Irlanda durante o século IX e o século X. A Islândia tem o parlamento supostamente mais antigo do mundo, o , Alþingi, estabelecido em 930.

O partido actualmente no governo é o SSF (Sjálfstæðisflokkurinn ou Partido da Independência), de centro-direita.

A Islândia é uma grande ilha vulcânica localizada no Atlântico Norte. Constitui a maior parcela geográfica totalmente de origem vulcânica do mundo. Por consequência, tem uma actividade geotérmica importante. Está localizada na Dorsal Média Atlântica do Atlântico norte, a oriente da Gronelândia e logo a sul do círculo polar ártico. O rift associado à dorsal Médio-Atlântica, que marca a divisão entre a placa euro-asiática e a placa norte-americana cruza a Islândia de sudoeste a nordeste. Este fenómeno geográfico está bem patente no Parque Nacional de Þingvellir onde o promontório criou um Anfiteatro natural.

Noruega

A Noruega (bokmål: Norge; nynorsk Noreg) é um país europeu situado na Península Escandinava. Limitado a norte pelo Mar de Barents, a leste pela Rússia, Finlândia e Suécia, a sul pelo estreito de Skagerrak, que a separa da Dinamarca, e a oeste pelo Mar do Norte e pelo Mar da Noruega. A Noruega tem também territórios situados longe das suas costas:
Svalbard (inclui Spitzbergen e a Ilha do Urso)Ilha Bouvet - Próximo da Antártida (Oceano Atlântico)
Ilha Pedro I - Próximo da Antártida (Oceano Pacífico) Terra da Rainha Maud - Território reivindicado pela Noruega, no continente da Antártica clima da Noruega é bastante rigoroso, com Invernos muito frios. A Noruega possui actualmente o mais alto Índice de Desenvolvimento Humano do mundo Noruega é frequentemente associada aos povos vikings; tanto que um rei viking, Harald, o Louro, unificou a nação norueguesa num só reino, em meados do século IX e século X. Os vikings ajudaram a colocar a Noruega no mapa cerca de um século mais tarde. A Era Viking foi um período importante para a formação da cultura norueguesa e mitologia nórdica; entretanto, a comunicação com as outras nações europeias trouxe-lhe, também, no passado informações e ideais de valor duradouro. Com a Baixa Idade Média, toda a Europa foi testemunha de um bruto crescimento populacional - até o momento em que a Peste Negra ataca o continente e diminui a sua população para cerca de um terço. Com isso, a Noruega não foi capaz de viver uma virada positiva a nível económico. Tempos depois, a importância da pesca do arenque cresceu, o comércio floresceu e a população aumentou. Como nação de navegadores, a Noruega depende, ainda, grandemente da pesca e da exportação de peixes (principalmente o bacalhau). Juntando-se a exportação de madeira e o vivo comércio costeiro, está composta a espinha dorsal da economia da Noruega.
A Noruega é uma monarquia constitucional, com uma democracia parlamentar.
O primeiro-ministro, ou Statsminster é o chefe do governo, que nomeia um gabinete executivo dentre os membros do parlamento norueguês, que se chama o Storting (literalmente "assembléia grande"). O Storting é composto de 169 membros, elegidos por um sistema de representação proporcional. Embora que seja oficialmente uma legislatura unicameral, os membros do Storting elegem 40 do seu número para formar uma câmara alta, o Lagting, para considerar e modificar os projeitos de lei. Os outros membros formam uma câmara baixa, o Odelsting.

Possui uma área de 324 220 km², uma parte da qual se distribui por mais de 150 mil ilhas. Na área continental, predomina a paisagem de montanhas, platôs e fiordes. A Noruega faz fronteira com a Suécia, Finlândia e Rússia a leste, e situa-se próxima à Dinamarca ao sul. A extensão aproximada do país, de norte a sul, é de 1700 quilômetros.

O terreno glacial, formado em maior parte por platôs altos e montanhas ásperas, através dos quais aparecem vales férteis; pequenas e irregulares planícies; linha costeira bastante recortada por fiordes; tundra ao norte.

Wednesday, October 04, 2006

Urso Polar


O urso-polar (Ursus maritimus), também conhecido como urso-branco, é um mamífero membro da família dos Ursídeos, típico e nativo do Ártico e actualmente o maior carnívoro terrestre conhecido. Apesar de classificado entre os carnívoros, o urso é um animal onívoro.

Fáceis de tratar, são um dos animais mais populares nos jardins zoológicos. O rei Ptolomeu II do Egito (285-246 a.C.) tinha um exemplar em seu zoológico, em Alexandria. O primeiro zoológico americano, inaugurado na Filadélfia em 1859 tinha um urso-polar como uma de suas atrações.

Classificação
Phipps (1774) foi o primeiro a descrever este animal como sendo uma espécie distinta: Thalarctos maritimus (Phipps, 1774). Outros nomes genéricos foram depois propostos tais como Thalassarctos, Thalarctos e também Thalatarctos. Tendo como base factos relativos ao cruzamento de ursos-pardos com ursos polar, em jardins zoológicos, foi estabelecido o nome Ursus (Thalarctos) maritimus para esta espécie. Mais tarde, devido a interpretações paleontológicas e evolutivas, foi proposto por Kurtén (1964), a integração de Phipps (1774), como a autoridade da espécie. Finalmente, o nome Ursus maritimus passou a ser utilizado até aos nossos dias, devido a promoção feita por Harrington (1966), Manning (1971) e Wilson (1976) [1].

Acredita-se que os procionídeos e os ursídeos se ramificaram há cerca de 30 milhões de anos. O urso-de-óculos formou um ramo a parte em torno de 13 milhões de anos atrás. As seis espécies atuais do gênero Ursus se originaram há estimados 6 milhões de anos. O urso-pardo e o urso-polar divergiram de um ancestral comum há cerca de 2 milhões de anos e o cruzamento entre as duas espécies gera descendentes férteis. A perda de dentes molares típicos do urso-pardo se deu há 10 ou 20 mil anos. O fato de gerar híbridos férteis pode levar à conclusão que o urso-polar é uma subespécie do urso-pardo.

A maioria dos cientistas não reconhece subespécies de urso-polar. O IUCN/SSC Polar Bear Specialist Group (PBSG) contabiliza 20 grupos populacionais, enquanto outros cientistas apontam os seis grupos abaixo:

Mar de Chukchi, Ilha de Wrangel Island e Alaska ocidental.
Mar de Beaufort
Arquipélago Ártico Canadense
Groenlândia
Terra de Spitzbergen-Franz Josef
Sibéria
Algumas fontes citam estas duas subespécies:

Ursus maritimus maritimus
Ursus maritimus marinus
Os machos desta espécie têm cerca de 600 kg, mas podem atingir 800 kg e medem até 2,60 m. As fémeas são em média bem menores, com 200 a 300 kg de massa e 2,10 m de comprimento. Ao nascer o filhote tem 0,6 a 0,7 kg. A camada de gordura subcutânea pode chegar a uma espessura de 15 cm.

Todo o seu corpo é adaptado para melhor desempenho na água e para o frio. Tanto as orelhas quantos os olhos são pequenos e arredondados. As patas dianteiras são largas para facilitar o nado e o mergulho e as patas posteriores têm 5 dedos. O crânio e o pescoço são alongados. Não há boça sobre os ombros. Todas essas adaptações proporcionam-lhes um maior hidrodinamismo que facilita a natação. A pele e o focinho são pretos. As solas dos pés têm papilas e vacúolos que auxiliam a caminhada sobre o gelo.

A pelagem dos ursos-polares é branca e cobre todo o corpo, inclusive a planta das patas, como isolamento do frio. É composta por uma densa camada de subpelo (cerca de 5 cm de comprimento) e uma camada de pêlos externos (15 cm). O fio individual é transparente e oco, mas não apresenta propriedades de fibra óptica, como afirma uma lenda urbana. No verão a pelagem se torna amarelada, talvez devido à oxidação produzida pelo sol. Ao contrário dos demais mamíferos árticos, os ursos-polares não sofrem processo de muda sazonal. Os pêlos nas solas das patas são duros e proporcionam excelente isolamento térmico e tração sobre a neve. O isolamento térmico proporcionado pela pelagem geral é tão eficiente que torna o animal praticamente invisível a detectores infravermelhos. Acima de 10° C, contudo, isto pode levar ao sobre-aquecimento do animal. Outra característica de sua pelagem é não refletir a luz ultravioleta.

Alguns animais cativos, expostos a climas quentes e úmidos, desenvolvem uma cor verde graças a algas que crescem em seus pêlos ocos. Tais algas não são nocivas ao animal e são eliminadas com banhos de água oxigenada ou sal.
Distribuição

Uma fêmea e um filhote em Svalbard, território da Noruega.O urso-polar é um animal do hemisfério norte que habita o círculo polar ártico. Ele pode ser encontrado no Alasca, no Canadá, na Groenlândia, na Rússia e no arquipélago norueguês de Svalbard. O habitat natural do animal é a camada fina de gelo, onde lhe é possível caçar focas. Ele é perfeitamente apto à vida no gelo, sendo encontrado durante o inverno nos mares congelados de Chukchi e Beaufort ao norte do Alasca, mares Siberiano Oriental, de Laptev e de Kara na Rússia e no mar de Barents ao norte da Europa. São comuns também na porção norte do mar da Groenlândia, na baía de Baffin e em todo o arquipélago Ártico Canadense.

Apesar de seus números diminuírem a partir do paralelo 88°, os ursos-polares podem ser encontrados virtualmente em todo o Ártico.

Hábitos

Dois ursos-polares se enfrentando. As lutas geralmente são encenadas.Esta espécie concentra-se junto à costa uma vez que depende das águas para encontrar as suas presas. Os ursos-polares são excelentes nadadores e podem percorrer até 80 km sem descanso. Alguns animais migram desta forma do Norte para o Sul seguindo as margens das geleiras mas podem deslocar-se também por terra firme. O urso-polar é um animal de hábitos diurnos e caráter solitário, que não forma outros laços familiares que não entre fémeas e suas crias.

Os machos adultos, como todos os outros ursos, podem atacar e matar filhotes. As fêmeas os defendem mesmo um macho medindo em média o dobro de seu tamanho. Aos seis meses de idade, um filhote é capaz de fugir correndo de um adulto.

Os territórios, muitas vezes enormes, não são defendidos. Apesar de não serem sociais, os ursos são capazes, contudo, de dividir uma carcaça de baleia sem maiores conflitos.

Devido à abundância de comida mesmo durante o inverno, o urso-polar não hiberna no sentido estrito da palavra. Ele entra em um estado de dormência, no qual sua temperatura corpórea não cai, passando a subsistir de suas reservas de gordura corporal.

Os ursos-polares são animais muito preocupados com a própria higiene. Após cada refeição, eles dedicam cerca de 15 minutos para eliminar a sujeira. Para se limpar eles usam as patas, a língua, água ou neve. Isto se deve ao fato de que a sujeira interfere com a capacidade de isolamento térmico da pelagem.
Reprodução

Uma mãe e seus dois filhotes.Os ursos-polares acasalam entre os meses de março e junho, com implantação diferida dos óvulos fecundados, de modo que o período de gestação se torna muito longo, entre 200 a 265 dias, variando de acordo com as condições ambientais.

As crias nascem entre novembro e janeiro, no abrigo invernal construído pela fêmea, e não se separam da mãe até completarem dois anos de idade. Nascem cegas e pesando muito pouco em relação ao peso adulto, sendo um dos filhotes menos desenvolvidos dos mamíferos eutérios. As fêmeas têm quatro mamas funcionais ao passo que as outras ursas apresentam seis. Podem gerar até quatro filhotes por gestação, ainda que a média seja de duas crias.

As fêmeas estão aptas à reprodução uma vez a cada três anos, sendo um dos mamíferos com menor capacidade reprodutiva. É esperado que a ursa-polar tenha apenas cinco ninhadas em sua vida.

Atingem a maturidade sexual entre os 5 e 6 anos e em condições naturais, vivem em média de 15 a 18 anos. Alguns animais selvagens marcados tinham um pouco mais de 30 anos. Um espécime do zôo de Londres morreu aos 41 anos.

Dieta

Um urso busca comida em uma praia rochosa.De todos os ursos, o urso-polar é o que mais restritamente carnívoro. A dentição lembra mais a de carnívoros aquáticos do que outros ursos. Sua principal presa é a foca (em especial a foca-anelada), a qual tenta capturar quando estas emergem em buracos no gelo para respirar. Sua taxa de sucesso, contudo, é baixa. Só 5% das tentativas são exitosas. Um urso experiente captura uma foca a cada cinco dias, o que lhe proporciona energia suficiente por 11 dias. Além do método de tocaia, o urso-polar emprega também o método de perseguição para caçar, aproximando muito lentamente da vítima e disparando nos 15 m finais, a uma velocidade de até 55 km/h.

Alimenta-se também de aves, roedores, moluscos, caranguejos, morsas e belugas. Ocasionalmente caça bois-almiscarados e até mesmo, ainda que raro, outro urso-polar.

Oportunista, a espécie pode comer carniça (como baleias encalhadas) e materia vegetal, como raízes e bagas no final do verão. No depósito de lixo em Churchill, Manitoba, foram observados comendo, entre outras coisas, graxa e óleo de motor.

O urso-polar é um nadador e um corredor capaz, o que o torna um caçador eficiente tanto na água quanto na terra firme.

Esta espécie é extremamente perigosa para o homem, que encara como presa, especialmente se não houver abundância dos seus alimentos habituais. Na Ilha de Baffin, por exemplo, os geólogos fazem trabalho de campo armados de caçadeiras como medida de protecção contra os ursos-polares.

Ao contrário da crença disseminada, nunca foi observado que o urso-polar, em busca da camuflagem perfeita, esconda o focinho quando está caçando.

Conservação

Ursos inspecionam um veículo em Churchill, Manitoba.O urso-polar é citado pela CITES sob baixo risco de extinção. Contudo alguns fatores podem mudar esta situação para pior.

O encolhimento das camadas de gelo e o prolongamento do verão vêm obrigando os ursos-polares a buscar comida em lugares habitados, colocando a espécie em conflito com o homem. Em 2005, testemunhas afirmaram ter visto um total de cerca de 40 ursos nadando centenas de quilômetros em busca de alguma camada de gelo flutuante à qual pudessem subir. Viram-se menos quatro corpos de ursos flutuando até 260 km de distância do gelo ou terra firme.

Os povos índigenas do Ártico caçam o urso por sua gordura e pele. O Canadá permite a estrangeiros caçar, desde que guiados por um Inuit em seus trenós de cães. Apesar de florescente no século passado, esse tipo de atividade mostra-se estar em declínio atualmente. O interesse por tapetes de urso diminuiu, assim como seus preços. Uma pele que era vendida por 3.000 dólares atinge hoje o preço máximo de 500 dólares. Atividades humanas como exploração de gás e petróleo, turismo, pesquisa científica e esportes na neve perturbam o animal em seu ambiente.

Poluição ambiental é outra ameaça. Estando no topo da cadeia alimentar, o urso-polar concentra substâncias tóxicas em seu organismo. A quantidade de metais pesados e hidrocarbonos clorados tem se mostrado em curva ascendente em amostras de tecidos.

Derramamentos de óleo também afetam os ursos-polares. O óleo é altamente tóxico e de lenta decomposição, sendo ingerido pelo animal quando este se alimenta ou executa seu asseio.

A população actual de ursos polares é estimada entre 22 000 e 27 000 indivíduos, 60% dos quais vivendo no Norte do Canadá.

O Ártico (do grego arktos - urso), ou Região Ártica, é geralmente definido como aquele onde a temperatura média do mês mais quente é inferior a 10 °C na região setentrional do planeta Terra. Na região Ártica se encontra o Oceano Ártico e o Pólo Norte e essa região se encontra praticamente toda inscrita no Círculo Polar Ártico.

Durante o inverno a área toda é coberta pelo gelo e a temperatura atinge geralmente -60° C. Durante o verão a tundra é a vegetação principal, mas nas áreas mais aquecidas pode se encontrar salgueiros e bétulas. A vida animal é pobre no tocante ao número de espécies, existindo, por exemplo, ursos polares, focas árticas e bois almiscarados.

O nome Ártico vem do grego arktos - urso, por causa da Ursa Maior, a constelação do Norte.

Geografia
São poucos os países e cidades que se encontram dentro dos limites dessa região. Entre eles:

Canadá:
Alert
Cambridge Bay
Iqualuit (Frobisher Bay)
Kangiqcliniq (Ranquin Inlet)
Kaujuitoq (Resolute)
Dinamarca
toda a Groenlândia
Estados Unidos da América (Alasca):
Barrow
Ilhas Aleutas
Nome
Prudhoe Bay
Islândia
parte
Noruega
pequena porção norte do país
ilha de Svalbard
Longyearbyen
Rússia:
Cherkiy
Dikson
Murmansk
Pevek
Provideniya
Tiksi